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Doutora em Educação questiona a falta de formação política
11/12/2017 - 14h46 em Novidades

 

 

A abertura da CONAPE - Conferência Nacional Popular de Educação, em Campo Mourão (PR), teve a presença da professora doutora em Educação e hoje aposentada da Universidade Estadual de Maringá, Lízia Helena Nagel.  Em sua palestra, professora Lízia fez duras críticas à falta de formação política nos cursos de formação de professores e nos movimentos de uma forma geral.

Em sua análise, ela atribui a apatia da população e, pior, a defesa de idéias contrárias aos interesses da classe trabalhadora, ao desconhecimento do funcionamento da sociedade por parte da população. E esta atitude é fruto da falta de formação dos movimentos e em particular dos professores de todos os níveis - desde a escola básica até o ensino superior. 

Segundo a professora, os professores precisam ler mais para poderem entender o que se passa na atualidade no Brasil e também poderem debater isso com a sociedade. Da forma como está hoje, segundo a professora Lízia, os professores não estão contribuindo para o avanço social.

Ressaltou ainda que os sindicatos e entidades representativas dos professores também padecem do mesmo mal. Embora se façam lutas, a falta de fundamentação para se entender o jogo em andamento, não tem conseguido envolver a população no processo. Porque a população não consegue divisar os interesses e os beneficiários do embate em curso de forma clara.

Questionada sobre a discussão em andamento a respeito do projeto de lei, denominado de “Escola sem Partido”, que tem originado iniciativas da mesma ordem em municípios e estados, a professora Lízia disse ser fundamental o apoio das entidades representativas dos professores para que se faça o enfrentamento a essa aberração. De acordo com a professora, deve fazer parte da escola de qualquer nível a apresentação das diversas idéias existentes na sociedade para que as pessoas possam escolher entre elas o que é melhor para a maioria da população. “Não se trata de defender uma proposta de direita ou de esquerda, e, sim, apresentá-las todas”, declarou a professora Lízia.

 

 

Luis Dzulinski - departamento de jornalismo da Rádio Princesa

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